Matérias feitas na faculdade

Estes são alguns textos desenvolvidos por mim para trabalhos da faculdade. Alguns foram para a revista que circulava na faculdade e para o jornal de mesmo público.

2008

O humor e o riso

As pessoas apreciam tanto o humor que o acompanham em vários meios de comunicação, da arte e da cultura. Isso porque leva a uma alegria momentânea, ao bom-humor e ao riso. Todo mundo gosta de rir, pois é uma reação prazerosa. Parece ser simples e natural rir de algo que se acha engraçado, seja uma piada ou uma situação, mas na realidade algumas etapas acontecem na mente humana para gerar o riso. De acordo com a psicóloga comportamental e cognitiva, Sabrina Gallo, existe uma “teoria da incongruência” que explica o humor. “Se baseia na percepção de uma incoerência, de um paradoxo”, define.

Para entender uma piada verbal, lida ou contada, o cérebro demanda vários processos que chegam a ser complexos. Segundo a psicóloga, as pessoas riem de algo inesperado, mas que ainda possam entender. Isso explica quando uma piada não é entendida, não causa o riso. “De início, o fato ou piada pode parecer sem sentido porque seu desfecho não é comum, então a pessoa pode ficar perplexa por um instante. Logo após a esta reação, o cérebro encontra a solução do problema, levando ao entendimento do contexto explorado na piada. A partir daí a perplexidade é esquecida para que o final se encaixe na história. Isso tudo acontece em segundos”, explica Sabrina. Por isso o sentido de algo que pode não ser óbvio é divertido. Tal seqüência não é percebida pelas pessoas, assim como o riso não pode ser controlado na maioria das vezes. “Finalizamos o processo com no mínimo um sorriso”, completa.

Quando se ouve que rir é o melhor remédio, a frase deve ser considerada. A psicóloga esclarece: “Quando rimos é porque achamos algo engraçado, seja trágico ou não, então rir nos mostra que a qualquer momento podemos mudar nosso modo de encarar as coisas”. Ou seja, o comportamento que algo cômico provoca no homem o faz compreender que seus problemas podem ser encarados com uma perspectiva diferente.

2007

A volta do intérprete do personagem infantil Fofão

Orival Pessini conta sua história e traz novos espetáculos em que apresenta seus novos personagens, além da volta do Fofão.

Orival PessiniO autor, ator e humorista Orival Pessini está em cartaz no Teatro TIM de Campinas, até o dia oito de dezembro, no Parque Dom Pedro Shopping, com o show “Patropi e Cia”. As apresentações acontecem aos sábados à meia noite. Em seguida, o espetáculo segue para São Paulo e outras cidades do estado.

A apresentação, que tem uma hora e meia de duração, conta com Orival Pessini interpretando os personagens Clô, Juvenal, e Patropi. Sem sair do palco, ele apenas troca suas máscaras.

O Na Prática conseguiu uma entrevista exclusiva com o artista. Entre muitas brincadeiras e imitações, ele falou sobre o show, sua carreira atual, seus personagens, alguns projetos que irá realizar em breve e fatos curiosos.

O humorista é conhecido pela criação e interpretação do personagem infantil Fofão, que estreou no programa Balão Mágico, da Rede Globo, em 1983. Após este sucesso, Pessini não parou mais.

Atualmente o personagem mais famoso do ator é o hippie e estudante de comunicação, Patropi, que recentemente fez parte do elenco do “A Praça É Nossa”, do SBT. Mas o ator garante que o Fofão ainda é o mais admirado pelo público.

Em janeiro de 2008 o ator irá estrear o espetáculo “Fofão e Sua Turma”, no Teatro Tim, às terças-feiras, depois segue para São Paulo. O personagem, de acordo com Pessini, ganhou ajustes devido a uma pré-estréia em um colégio grande de São Paulo, onde fez um ensaio com o público.

O Patropi é estudante de Jornalismo, e disse que estuda há oito anos, mas tenta passar para o segundo. Por que escolheu este curso de comunicação para o personagem?
“Porque é a melhor maneira de se comunicar, né, meu!” [risos]. Ele gosta de falar muito, então ele foi fazer comunicação. Quando assistirem o show verão o porquê ele gosta tanto de falar, pois ele vai explicar um pouco. E quem sabe a gente também não faz um espetáculo dentro da Unimep? Seria muito legal inclusive.

Os personagens foram feitos para a TV ou para os shows exclusivamente?
Não criei os personagens nem pra isso nem pra aquilo, criei os personagens porque eu gosto de criar. Gosto muito de teatro! Eu comecei com teatro amador, sempre gostei muito mais de palco do que de televisão. Só que a televisão é o que te dá apoio, primeiro no financeiro, e segundo de divulgação pra poder fazer esse tipo de coisa. Hoje você passa pelo shopping, aparece o cartaz do Patropi e a pessoa fala: “Olha, o Patropi!”. Já chama a atenção, por causa da televisão. A televisão vende muito bem o produto… E o produto vende a televisão! É o que digo, não adianta você ter a melhor técnica do mundo, câmeras, e imagem digital… Se não botar talento não resolve nada.

Fora os personagens Hitler, “Clô”, e Frank Sinatra, tem mais algum inspirado em pessoas?
Não tem um inspirado em pessoas, mas tem um que está na iminência de sair, talvez em algum canal, que é o Doutor Fonseca. Ele vai lançar um “Talco Show” – não é um talk show. “São perguntas leves, perfumadas, puuulverizadas, em cima dos nossos entrevistados! Talco Show: não saia do banho sem ele! O Talco Show lança uma novidade em programa de entrevistas: aqui o entrevistado fala!”. É uma grande novidade que vamos lançar, então aguardem para breve. Este seria um personagem novo. E nem falei para ninguém ainda sobre isso, é exclusivo para vocês!

Então ele contradiz os apresentadores da televisão brasileira?
De certa forma sim! Não vou falar exatamente o que é a idéia pra ser novidade. Mas ele é muito pretensioso. Ele pensa saber mais do que realmente sabe. É um cara que se formou advogado com insistência do pai, que era advogado, e que um dia disse: “Meu filho, se um dia tiver que fazer alguma coisa, faça, mas faça direito!”. Então ele fez [risos].

Você disse em algumas entrevistas e até em seu próprio site, que é o ator mais famoso desconhecido do Brasil. Acha isso ruim?
Eu acho bom! Pelo menos no Brasil eu sou. Eu ando por aí numa boa. Sempre têm alguém que me pára, por causa das entrevistas e fotos. Mas aparece uma vez ou outra! Um Patropi ou Fofão passava diariamente. E eu não, apareço esporadicamente. Tenho um feedback do que acontece, do que é a verdade mesmo, se realmente estão gostando. Uma vez, dois senhores esperando um vôo no saguão, e eu do lado, e um deles virou e falou: “Você viu ontem, cara, o Patropi? Aquele cara é demais! É um louco, mas é muito legal!”. Quase que virei e falei “É mesmo, cara, eu também vi!”. Mas fiquei quieto [risos]. O contrário eu também contaria aqui, mas felizmente não ouvi, e deve ter, mas não ouvi! [risos]

Você mesmo é quem confecciona as suas máscaras. Como elas foram feitas?
Nem no Brasil nem no mundo tem o tipo da máscara que eu faço, existem melhores, coisas fantásticas, mas desse tipo que uso no palco, sem usar o videotape e fazer vários personagens instantaneamente, não existe. Já foi pesquisado e dei entrevista à BBC de Londres a respeito disso. É uma máscara que não cola, eu coloco e depois sai. Mas não é aquela perfeição! Não é dentes, línguas, e efeitos especiais com computação gráfica, é algo que desenvolvi há muitos anos e queria fazer exatamente o que faço hoje. É uma técnica que não me adianta querer ensinar, até hoje eu estou aprendendo. Pois muda o tempo, muda o látex. Ele é líquido e vulcanizado, e eu achava que o látex derretia e fazia como eu via nos filmes. Mas é liquido e é preciso vulcanizar. Tenho minha cabeça em gesso, faço a escultura em argila, da escultura faço essa forma, e dessa forma faço o látex, então vulcanizo em 100º. Recorto olhos e boca, vejo que tudo ta uma porcaria e jogo fora, começo tudo de novo! [risos] Essa é a primeira máscara. É difícil!

Teve alguma proposta de TV recentemente? Ou alguma em sua carreira que não deu certo?
Os que eu participei deram certo. Mas proposta de TV há pouco tempo tive duas, como já tive outras vezes, e não sei se serão realizadas. Dois canais me procuraram, por coincidência nesses últimos dias, pois querem investir mais no humor e se eu toparia voltar. Dá, mas depende de a gente conversar. Tem dois programas já prontos, fortes, que me convidaram e eu deixei de ir por falta de um pagamento justo. Assim eu não volto mesmo. Acho desagradável, não vou me sentir bem. E felizmente não estou precisando, graças a Deus! Mas quem sabe um “Talco Show”, de repente. Que envolve o Patropi, Juvenal – “numa velocidaaade”, e esses personagens todos.